terça-feira, 17 de junho de 2008

Alguns garotos prapaganda que marcaram época.

Baixinho da Kaiser



José Valien Royo, que imortalizou o “baixinho da Kaiser”, se tornou garoto-propaganda da marca por acaso. Ele era, na verdade, motorista da produtora Nova Filmes, do diretor Cláudio Meyer, que o chamou para completar um casting piloto. A dupla de criação José Zaragoza e Neil Ferreira achou o desempenho de Royo engraçado, e um tanto atrapalhado, e resolveu mantê-lo como protagonista do comercial com o qual a DPZ ganhou a conta, em 1986.

Na época, o desafio da agência não era pequeno. A novata Kaiser, lançada três anos antes pelos engarrafadores brasileiros de Coca-Cola, precisava enfrentar as então gigantes Brahma e Antarctica. O slogan “A Kaiser é uma grande cerveja, ninguém pode negar”, embalado ao ritmo da tradicional canção “Jolly Good Fellow”, contribuiu para a empatia popular imediata da campanha.

Pouco mais de dez anos depois, no fim da década de 90, a Kaiser já respondia por mais de 15% do mercado brasileiro de cervejas, tendo, inclusive, ultrapassado a secular Antarctica.

Royo jamais conseguiu se desvincular do personagem que o celebrizou nos 16 anos em que esteve no ar, tanto que em 2005 estreou como Zé da Colônia, garoto-propaganda da cervejaria Colônia, mesmo assim continua — e, pelo visto, continuará sempre — sendo conhecido como o Baixinho da Kaiser.


Gordo Barbudo do Bamerindus



Após conhecê-lo pela figuração de um comercial que havia dirigido para Mesbla, o diretor Andrés Bukowinski, da ABA Filmes, sugeriu o ator Toni Lopes para protagonizar um filme do Bamerindus veiculado no mercado paranaense, em 1987.

Aprovado pela diretoria do banco e pelo publicitário Sérgio Reis, que, na época, comandava a Umuarama, agência curitibana que atendia o Bamerindus, o gordo barbudo com ar bonachão iniciou carreira nacional com a campanha de lançamento da Conta Remunerada, produto revolucionário no setor financeiro da época. A partir daí, foram 11 anos como protagonista de cerca de 70 comerciais da marca, criados também pelas

outras agências que vieram a atender o cliente nesse período: Colucci, Talent e Standard. O ator transformou-se em uma espécie de porta-voz do banco, linkando todas as campanhas de seus produtos e serviços, criando forte empatia com os consumidores.

Falecido há dois anos, Toni Lopes ficou tão identificado com o exigente segmento financeiro que, após o desaparecimento da marca Bamerindus, encampada pela britânica HSBC, chegou a protagonizar filmes do Banco do Brasil por alguns anos.

Carlos Moreno

A BOMBRIL é responsável pelo mais famoso garoto-propaganda da publicidade brasileira. É difícil encontrar alguém que não conheça o Garoto BOMBRIL.Logo após a primeira aparição, o público consagrou o personagem, e aquele que seria apenas um personagem para anunciar um produto, tornou-se o porta-voz de uma empresa junto a seu público. Logo após o lançamento da campanha as vendas da Lã de Aço BOMBRIL chegaram à marca de 420 milhões de unidades. Os anos passavam e o sucesso continuava. Em 1986, Olivetto abriu sua própria agência, a W/GGK, atual W/Brasil, e a BOMBRIL acompanhou a mudança. É uma das únicas contas que estão na agência desde sua fundação até hoje. O reconhecimento mundial não demorou e em 1994 a campanha foi para o Guinness Book - Livro dos Recordes - como a série de publicidade mais longa do mundo. Se na mídia eletrônica a fórmula já era um sucesso, em 1997 ela se consagrou também na mídia impressa. As contracapas de revistas contendo anúncios da marca viraram inclusive objeto de coleção de muitas pessoas por todo o país. O “Garoto Bombril” registrou diversas mudanças sociais e acontecimentos ao longo dos 26 anos em que está no ar, sempre se renovando e inovando. O caso Monica Lewinski, o sucesso de Tiazinha, a agitação do Padre Marcelo Rossi, entre outros, são exemplos de alguns momentos registrados pela publicidade da BOMBRIL. Foram mais de 250 comerciais de televisão e 90 anúncios de revistas.

Um comentário:

Unknown disse...

faz tempo que tu não passa por aqui....