Baixinho da Kaiser
José Valien Royo, que imortalizou o “baixinho da Kaiser”, se tornou garoto-propaganda da marca por acaso. Ele era, na verdade, motorista da produtora Nova Filmes, do diretor Cláudio Meyer, que o chamou para completar um casting piloto. A dupla de criação José Zaragoza e Neil Ferreira achou o desempenho de Royo engraçado, e um tanto atrapalhado, e resolveu mantê-lo como protagonista do comercial com o qual a DPZ ganhou a conta, em 1986.
Na época, o desafio da agência não era pequeno. A novata Kaiser, lançada três anos antes pelos engarrafadores brasileiros de Coca-Cola, precisava enfrentar as então gigantes Brahma e Antarctica. O slogan “A Kaiser é uma grande cerveja, ninguém pode negar”, embalado ao ritmo da tradicional canção “Jolly Good Fellow”, contribuiu para a empatia popular imediata da campanha.
Pouco mais de dez anos depois, no fim da década de 90, a Kaiser já respondia por mais de 15% do mercado brasileiro de cervejas, tendo, inclusive, ultrapassado a secular Antarctica.
Royo jamais conseguiu se desvincular do personagem que o celebrizou nos 16 anos em que esteve no ar, tanto que em 2005 estreou como Zé da Colônia, garoto-propaganda da cervejaria Colônia, mesmo assim continua — e, pelo visto, continuará sempre — sendo conhecido como o Baixinho da Kaiser.
Gordo Barbudo do Bamerindus
Após conhecê-lo pela figuração de um comercial que havia dirigido para Mesbla, o diretor Andrés Bukowinski, da ABA Filmes, sugeriu o ator Toni Lopes para protagonizar um filme do Bamerindus veiculado no mercado paranaense, em 1987.
Aprovado pela diretoria do banco e pelo publicitário Sérgio Reis, que, na época, comandava a Umuarama, agência curitibana que atendia o Bamerindus, o gordo barbudo com ar bonachão iniciou carreira nacional com a campanha de lançamento da Conta Remunerada, produto revolucionário no setor financeiro da época. A partir daí, foram 11 anos como protagonista de cerca de 70 comerciais da marca, criados também pelas
outras agências que vieram a atender o cliente nesse período: Colucci, Talent e Standard. O ator transformou-se em uma espécie de porta-voz do banco, linkando todas as campanhas de seus produtos e serviços, criando forte empatia com os consumidores.
Falecido há dois anos, Toni Lopes ficou tão identificado com o exigente segmento financeiro que, após o desaparecimento da marca Bamerindus, encampada pela britânica HSBC, chegou a protagonizar filmes do Banco do Brasil por alguns anos.



Um comentário:
faz tempo que tu não passa por aqui....
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